Cuidados Paliativos

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Pacientes internados em unidades neurointensivas representam uma população distinta de pacientes críticos que mais frequentemente necessitam de cuidados paliativos. Estes pacientes normalmente tem lesões cerebrais graves, tem um risco aumentado de morte no curto prazo, tem um alto risco de incapacidade no longo prazo, e têm limitada capacidade de participar das decisões sobre o seu próprio tratamento [Chest. 2014;145:313–21; Neurocritical Care, 2015, 23 (1), 14-21]. A importância deste tema refletiu, por exemplo, na publicação pela American Heart Association de um um texto normativo orientando profissionais sobre como oferecer cuidados de fim de vida de alta qualidade para pacientes vítimas de acidente vascular cerebral [Stroke. 2014;45:1887-1916].

Deve-se buscar precocemente os sinais de alerta para o risco de necessidade de cuidados paliativos [Crit Care Med 2008, 36, (3), 953-63]. Quando um ou mais dos seguintes sinais estava presente (1. admissão à UTI após uma internação hospitalar maior ou igual a 10 dias; 2. idade superior a 80 com duas ou mais comorbidades que ameaçam a vida; 3. diagnóstico de malignidade ativa estágio IV; 4. status pós-parada cardíaca; ou 5. diagnóstico de hemorragia intracerebral com necessidade de ventilação mecânica), a identificação precoce de pacientes em alto risco para a necessidade de cuidados paliativos levou a um menor tempo de internação na unidade de terapia intensiva, sem interferir nas taxas de mortalidade dos participantes incluídos na amostra [Crit Care Med. 2007 Jun;35(6):1530-5].

Uma vez identificado o candidato a cuidados paliativos, um aspecto chave da construção do plano terapêutico é o estabelecimento de metas junto ao paciente e seus familiares com base na sua percepção da doença em curso e seu prognóstico. Estratégias de comunicação eficazes devem ser adotadas para garantir que equipe clínica e familiares/cuidadores serão mutuamente compreendidos e terão suas necessidades particulares atingidas [Stroke. 2014;45:1887-1916].

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